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Seminário de Reforma da Educação traz discussões nacionais à Unidade de Avaliação em janeiro

Encontro voltado aos funcionários do CAEd pretende tratar temas relacionados à educação pública

Com o propósito de levantar reflexões acerca da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das ocupações estudantis em escolas públicas, o Seminário de Reforma da Educação convidou o ex-secretário de Educação Básica, professor Manuel Palácios, a ex-coordenadora da BNCC, professora Hilda Micarello, e a ex-assessora da BNCC, professora Begma Tavares Barbosa, para o encontro realizado em 13 de janeiro, e o professor Marcelo Tadeu Baumann Burgos, para o encontro realizado em 30 do mesmo mês.

 

A BNCC e o direito de aprender

No primeiro encontro do mês, os participantes do Seminário puderam conhecer mais os bastidores e a preparação da Base Nacional. A exposição do professor Palácios esclareceu os propósitos e as diretrizes iniciais para a construção da 1ª e 2ª versões da BNCC, apresentadas à sociedade.

Na oportunidade, as professoras Hilda e Begma comentaram as articulações necessárias com as comunidades interessadas no tema, em especial as de professores atuantes na educação básica e de associações profissionais e científicas, para o desenvolvimento coletivo dos conhecimentos essenciais para a trajetória escolar de nível básico.

A discussão versou, sobretudo, no papel da ferramenta, que está associado à garantia do direito de aprender.

 

“Escolas de luta”: a mobilização de estudantes

O fenômeno da ocupação em mais de mil escolas brasileiras, englobando 22 estados, entre 2015 e 2016, foi destacado no evento que reuniu cerca de 30 funcionários da instituição na segunda-feira, 30. À frente da exposição, o professor Marcelo Tadeu Baumann Burgos apresentou alguns registros da ocupação em diversas escolas, discutiu o protagonismo estudantil no processo inédito no país e as motivações, que vão desde reivindicações para reformas infraestruturais até a descrença na figura do diretor. Houve reflexões acerca do tema e das implicações futuras para a educação.

Com o lema “por uma educação que ensine a pensar e não a obedecer”, a mobilização surgiu em São Paulo e ganhou força ao atingir outros estados do Brasil. O inconformismo dos estudantes com as condições ofertadas pelas redes públicas de ensino, as discussões sobre currículo e avaliações externas e a Medida Provisória 746, que trata da reforma do ensino médio, marcou o fenômeno, cuja amplitude foi maior do que a divulgada pela grande mídia, segundo o pesquisador.


Criado em: 01 Feb 2017 | Categoria: Notícias |